Saiba mais sobre esse aperitivo que compõe alguns dos coquetéis mais famosos do mundo.
O vermute é uma bebida alcoólica aromatizada elaborada a partir de vinho (geralmente branco, mas também tinto ou rosé), ao qual são adicionados álcool vínico, açúcar e uma infusão de ervas, especiarias e outras plantas aromáticas, entre elas o Absinto (artemísia), que é o ingrediente característico da bebida.
O nome vermouth vem de “Wermut” que em alemão significa “Absinto” (a erva Artemisia absinthium). Nos primeiros vermutes, especialmente os italianos e franceses do século XVIII e XIX, essa erva era um ingrediente essencial, responsável pelo amargor característico da bebida.
Com o tempo, a produção do vermute evoluiu e passou a incluir uma grande variedade de ervas e especiarias (como canela, cravo, camomila, cascas cítricas e outras espécies de artemísias), de modo que o uso do Absinto original deixou de ser obrigatório.
Como nasceu o vermute
A bebida foi criada para ser um remédio. O primeiro, teria sido feito pelo médico grego Hipócrates, ainda antes de Cristo, que acrescentou absinto ao vinho para produzir uma bebida que estimulasse o apetite. A história moderna do vermute começa na Alemanha no século XVI, quando foi criada uma bebida chamada Wermut, que era servida como remédio para aliviar dores de barriga. Até que antigas técnicas alemãs se uniram com as das bodegas italianas e assim surgiu o primeiro o Carpano, que é uma das variantes do vermute.
Mas foi no final do século XIX que o vermute conquistou o mundo. A Martini foi a primeira grande marca comercializada internacionalmente, dando origem a uma família de coquetéis chamados Martinis que levam vermute em sua composição misturado em uma base destilada, principalmente o gin.
O vermute então passou a fazer parte de várias receitas de coquetéis que se tornaram famosos como o Negroni e o Manhattan. Mas, além de compor coquetéis, o vermute também pode ser servido puro, como aperitivo.
Como é feito o vermute
Os vermutes têm receitas secretas, guardadas a sete chaves pelos seus fabricantes. Alguns chegam a ter 40 ingredientes, como artemísia, canela, tomilho e camomila. Sua cor vem por conta do tipo de vinho e do xarope de açúcar utilizado. Suas características principais são os sabores florais e aroma marcante. Em New York no início do século XX, chegou a ser eleito a bebida dos novos tempos.
O processo de preparo começa com a escolha de um vinho jovem e de boa acidez. O vinho base pode ser branco, tinto, fortificado ou rosé. Depois adiciona-se álcool vínico neutro (geralmente destilado de uva) para elevar o teor alcoólico e estabilizar o vinho, interrompendo a fermentação. Por fim, uma mistura de ervas, raízes, flores, frutas e especiarias é deixada em infusão em álcool ou diretamente no vinho para se obter um extrato altamente aromático e com sabor distinto. Então esse extrato é misturado ao vinho, e ajusta-se a doçura final da bebida adicionando-se açúcar conforme o tipo de vermute desejado.
Os tipos de vermute
Existem seis tipos básicos de Vermutes:
- Dry (branco e seco);
- Clássico (tinto e doce);
- Bianco (branco e doce);
- Corrente (tinto e doce);
- Rosé (rosado e doce);
- Punt Mes (tinto e amargo)
Na Itália existem duas grandes marcas mundialmente conhecidas que disputam mercado, Martini e Cinzano. A França também produz excelentes vermutes. O mais famoso é o Noilly Prat.
Um bom bar precisa ter, no mínimo, dois tipos de vermute, o branco seco e o tinto doce. O branco seco, por exemplo, é usado no clássico Dry Martini, e o tinto doce, no clássico Negroni. Puro, deve ser servido com gelo e uma fatia ou twist de limão em um copo old fashioned ou em uma taça pequena tipo martini.
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