Saiba como preparar o “Rei dos coquetéis”.
O Dry Martini é um coquetel clássico reconhecido como um dos mais icônicos da história. É uma mistura de uma base destilada (preferencialmente gin, mas também pode ser vodka) com vermute seco em proporções dentro de uma faixa específica (entre 5 até 15 partes de gin para uma parte de vermute) e servido bem gelado em uma taça sem gelo.
É um drink sofisticado considerado o “Rei dos coquetéis” pela sua importância, elegância, simplicidade e enorme influência no mundo dos drinks. É o clássico dos clássicos. É aquele tipo de drink obrigatório que todo bartender precisa conhecer e saber fazer.
Origens
O Dry Martini é o membro mais famoso da grande família dos Martinis. Essa família tem como característica a mistura de uma base destilada com vermute. Portanto, o vermute é o ingrediente obrigatório em um Martini. Sua história começa na segunda metade do século XIX quando o vermute chega aos EUA e se torna popular no mundo dos bares dando origem a uma série de coquetéis entre eles: o Martinez, o Manhattan, e finalmente os Martinis.
O Martinez é considerado o “ancestral” dos Martinis. É um coquetel feito com vermute doce listado no livro do célebre bartender Jerry Thomas “The Bartender’s Guide”. Não se sabe ao certo quem criou este coquetel. Supõe-se que tenha sido o próprio Jerry Thomas entre 1860 e 1870. Historiadores sugerem que os Martinis teriam evoluído deste coquetel.
Mas existe um fato determinante que pode explicar a origem do nome da familia: a criação da marca de vermute italiano Martini & Rossi em 1863 e seu sucesso mundial. Apesar de existirem outras marcas de vermute anteriores, como o Carpano (também italiano) e o Noilly Prat (francês), foi o vermute Martini & Rossi que alcançou fama e enorme popularidade nos EUA no final do século XIX.

Quando uma marca se torna referência e popular no mercado é comum que seu nome seja utilizado para designar o próprio produto. Portanto é perfeitamente plausível que, em virtude da força da marca, Martini tenha se tornado sinônimo de vermute passando a ser utilizado para chamar coquetéis feitos com a bebida.
A origem da taça Martini
No início do século XX os Martinis eram sinônimo de sofisticação e elegância. Eram servidos em todas as festas da alta sociedade. Nessa mesma época, um novo estilo estético ganhava força no mundo, o Art Déco, que tinha como característica principal a utilização de linhas retas e figuras geométricas na pintura, design e arquitetura. Para acompanhar a tendência, a taça de coquetel onde os Martinis eram servidos originalmente, ganhou um novo design com linhas retas na forma de um triângulo. Essa taça moderna passou a ser a preferida para servir os Martinis tanto que, ela própria, passou a ser chamada de “Taça Martini“.

Os Martinis se tornaram tão famosos que vários outros coquetéis passaram a receber o seu sobrenome como uma forma de mostrar sofisticação. Assim foram batizados vários coquetéis contemporâneos servidos na taça Martini, mas que não são Martinis verdadeiros porque não levam o vermute obrigatório na composição. Entre os exemplos estão: o Apple Martini, o Espresso Martini e o famoso Vesper Martini, conhecido como o drink preferido do personagem James Bond.

Receita e variações
Os Martinis podem ser feitos de várias formas. As proporções entre gin e vermute podem variar, as guarnições e até a base destilada. Cada variação recebe um nome específico. O membro mais célebre da família é o Dry Martini, listado pela International Bartenders Association – IBA na categoria de “Clássicos Inesquecíveis“.
A característica do Dry Martini é ter pouco vermute em relação ao gin. Para muitos especialistas do mundo do bar, essa é a forma perfeita de fazer um Martini. Para ser um Dry Martini a proporção deve ser entre 5 até 15 partes de vermute para 1 parte de gin. A receita da IBA determina 6 partes de gin para 1 de vermute. Veja a seguir como preparar o lendário Dry Martini conforme sua receita oficial.
O que você vai precisar:
- Gin do estilo London Dry
- Vermute seco (Extra Dry)
- Limão siciliano ou azeitona verde para a guarnição
Como fazer:
- Pegue uma taça de Martini, encha de pedras de gelo e reserve.
- Coloque gelo em um mixing glass.
- Adicione 6 partes de Gin London Dry e uma parte de Vermute branco seco.
- Misture para gelar.
- Descarte o gelo da taça.
- Sirva o drink na taça fazendo dupla coagem.
- Torça uma casca de limão siciliano em cima do coquetel e passe pela borda para aromatizar.
- Jogue a casca dentro do coquetel ou coloque uma azeitona no palito como guarnição*.
*A guarnição clássica do Dry Martini é a azeitona no palito, mas também pode ser um twist de limão. Jamais coloque as duas juntas. Escolha entre uma ou outra.

/Outra coisa que varia também é a própria forma de preparo. O Dry Martini tradicional é um drink mexido. Mas há quem prefira ele batido. O personagem James Bond é um dos que preferem batido. É muito comum o próprio cliente dizer para o bartender como quer o seu Dry Martini.
Como saber tudo sobre bares, bebidas e coquetelaria
Para saber tudo sobre bares, bebidas e coquetelaria faça um dos cursos da Escola do Entretenimento. Clique no link e escolha o curso que mais se encaixa com você e seus objetivos.
