Cinco dicas para fazer uma Caipirinha perfeita.
Limão, cachaça, açúcar e gelo. Esses são os componentes da Caipirinha. Para quem não sabe, se tiver qualquer coisa fora disso, o drink deixa de ser Caipirinha e passa a ser uma variação que deve receber outro nome. A Caipirinha é um coquetel que tem sua receita registrada como patrimônio cultural brasileiro e protegida internacionalmente.
Mas, mesmo tendo a receita definida, existem Caipirinhas muito diferentes umas das outras. Vamos conhecer nesse artigo o que faz a diferença em uma caipirinha.
Corte do limão
O segredo de uma boa caipirinha começa exatamente pela forma de cortar o limão. Nem tudo deve ser aproveitado. As partes brancas da fruta são responsáveis pelo amargor. Então, na hora do corte, as pontas e o meio do limão devem ser retiradas.
A maceração também não deve ser exagerada. Se espremer muito, as substâncias da casca que também amargam são liberadas.
Escolha do açúcar
A receita oficial da Caipirinha menciona açúcar, mas não especifica qual. Desta forma é possível usar diferentes tipos de açúcar sem alterar o DNA do coquetel. O mais comum é o açúcar branco refinado. Porém, este é o menos recomendado. O melhor para quem deseja um coquetel mais padronizado e homogêneo é utilizar o xarope simples.
Para conferir sabores diferenciados podem ser usados açúcar demerara ou mascavo que vão conferir notas de caramelo, rapadura e dar uma doçura mais profunda.
Escolha uma boa cachaça
Escolher uma boa cachaça é requisito fundamental para fazer uma boa caipirinha. Uma cachaça tradicional (branca) vai proporcionar mais frescor e evidenciar o sabor do limão. Uma cachaça envelhecida trará mais riqueza de gostos, mais complexidade aromática e maciez.
A forma de fabricação da cachaça também é importante. Se for artesanal, feita em alambique, terá mais aromática e equilibrada. Se for industrializada, feita em coluna de destilação contínua, será mais agressiva e terá menos personalidade.
Resumindo: para fazer uma Caipirinha com personalidade dê preferência para cachaças artesanais e envelhecidas.
A técnica de preparo
A Caipirinha é um coquetel que evoluiu ao longo do tempo. Antigamente as caipirinhas eram montadas, ou seja, tudo era feito no próprio copo. O limão era macerado junto com o açúcar, o gelo era adicionado e por fim, a cachaça. A caipirinha feita dessa forma não fica adoçada de forma homogênea. O gosto da cachaça fica muito marcante no início e o do açúcar no final.
As caipirinhas modernas são batidas, ou seja, ela é preparada na coqueteleira e tudo é misturado. O resultado final é muito diferente. O coquetel fica mais leve e homogêneo. Experimente fazer das duas formas, usando exatamente os mesmos ingredientes, e você verá a diferença.
Escolha o gelo certo
A Caipirinha é um tipo de coquetel que permite diluição moderada, ou seja, é normal o gelo derreter conforme se bebe aumentando a diluição. Além disso, a sensação de refrescância é fundamental. Por isso, a recomendação para a Caipirinha é utilizar um gelo craquelado. Não coloque pedras grandes. Quebre um pouco os cubos para que possam assentar melhor no copo. Gelo deve preencher o copo totalmente quase até a boca para manter o drink bem gelado até o final.
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